Dra. Isabella OliveiraCirurgia Plástica

Cirurgias de mama

Mamoplastia de aumento — prótese de silicone

Informações sobre escolha das próteses, posicionamento, cicatrizes, recuperação e acompanhamento após a mamoplastia de aumento.

O que é a mamoplastia de aumento?

A mamoplastia de aumento é uma cirurgia que utiliza implantes mamários para aumentar o volume das mamas, melhorar seu preenchimento e proporcionar maior harmonia às proporções corporais.

Pode ser indicada para mulheres que apresentam mamas naturalmente pequenas, perda de volume após gestações ou emagrecimento, ou diferenças de volume entre as mamas.

O planejamento é individualizado, considerando a anatomia, a qualidade dos tecidos e os desejos de cada paciente, buscando resultados naturais e proporcionais.

Para quem é indicada a mamoplastia de aumento?

A cirurgia pode ser indicada para mulheres que desejam aumentar o volume mamário, melhorar o preenchimento das mamas ou corrigir assimetrias.

É importante que a paciente esteja em boas condições de saúde e apresente expectativas realistas em relação ao procedimento.

Durante a consulta, são avaliados aspectos como largura do tórax, quantidade de tecido mamário, elasticidade da pele e posicionamento das mamas.

Essas características ajudam a definir o tamanho, o formato e o posicionamento mais adequados dos implantes.

Como escolher o tamanho ideal da prótese de silicone?

A escolha do volume não deve ser baseada apenas na quantidade de mililitros da prótese.

O mesmo implante pode produzir resultados diferentes em pacientes com características anatômicas distintas.

Durante a avaliação, são considerados a largura da base mamária, as proporções do tórax, a quantidade de tecido existente e o resultado desejado.

O objetivo é escolher um implante proporcional à anatomia, capaz de proporcionar o volume desejado sem comprometer a naturalidade e a segurança dos tecidos.

Quais são as diferenças entre os tipos de prótese de silicone?

Os implantes mamários apresentam diferenças de volume, projeção, formato e textura da superfície.

  • Volume: corresponde à quantidade de gel contida na prótese, geralmente expressa em mililitros.
  • Projeção: determina o quanto a prótese se projeta para a frente em relação à largura de sua base. Implantes com o mesmo volume podem apresentar projeções diferentes.
  • Formato: os implantes podem ser redondos ou anatômicos, também chamados de formato de gota. A escolha depende do resultado desejado e das características da mama.
  • Textura: refere-se à superfície externa do implante, que pode ser lisa ou apresentar diferentes graus de texturização. Essa característica também é considerada na avaliação dos riscos e na escolha do modelo.

A seleção é individualizada. Não existe uma prótese ideal para todas as pacientes.

Onde a prótese de silicone pode ser posicionada?

Os implantes podem ser posicionados em diferentes planos, conforme a anatomia e o planejamento cirúrgico.

As principais possibilidades são:

  • Subglandular: a prótese é posicionada atrás da glândula mamária e à frente do músculo peitoral.
  • Submuscular: o implante fica parcial ou predominantemente coberto pelo músculo peitoral maior.
  • Dual plane: combina diferentes planos de cobertura, permitindo que a porção superior do implante fique sob o músculo e a inferior tenha maior contato com o tecido mamário.

A escolha considera a espessura dos tecidos, o formato das mamas, o tipo de implante e o resultado desejado.

Onde fica a cicatriz da mamoplastia de aumento?

Na maioria dos casos, a incisão é posicionada no sulco inframamário, a dobra natural localizada abaixo das mamas.

Essa localização permite acesso adequado para o posicionamento da prótese e busca deixar a cicatriz discreta, acompanhando o contorno inferior da mama.

Existem outras vias de acesso, como a periareolar e a axilar, que podem ser utilizadas em situações selecionadas.

A cicatriz é permanente, mas tende a se tornar progressivamente mais clara e discreta ao longo do amadurecimento da cicatrização.

A prótese de silicone corrige a flacidez das mamas?

Depende do grau de flacidez.

Em pacientes com pequena perda de volume e bom posicionamento das aréolas, a inclusão de implantes pode melhorar o preenchimento e a aparência das mamas.

Entretanto, a prótese não substitui a retirada de pele quando existe flacidez significativa ou queda importante das mamas.

Nessas situações, pode ser necessária uma mastopexia, cirurgia que permite reposicionar os tecidos e corrigir o excesso de pele, com ou sem associação de implantes.

Qual anestesia é utilizada na mamoplastia de aumento?

A cirurgia é frequentemente realizada sob anestesia geral, proporcionando conforto e condições adequadas para o procedimento.

A escolha anestésica é individualizada, considerando as condições clínicas da paciente e a avaliação do anestesiologista.

Como é a recuperação da mamoplastia de aumento?

Nos primeiros dias, é esperado apresentar inchaço, sensação de pressão ou tensão nas mamas, desconforto e possíveis manchas arroxeadas.

O retorno às atividades leves costuma ocorrer gradualmente, geralmente em aproximadamente 7 a 14 dias, dependendo da técnica utilizada e da evolução individual.

Movimentos amplos dos braços, levantamento de peso e atividades físicas intensas devem ser evitados inicialmente.

A recuperação completa dos tecidos é mais prolongada, e o formato das mamas continua evoluindo ao longo dos meses.

Por quanto tempo é necessário utilizar o sutiã cirúrgico?

O sutiã cirúrgico é utilizado para oferecer suporte às mamas durante a recuperação, proporcionando maior conforto e auxiliando na acomodação dos tecidos.

Geralmente, recomenda-se sua utilização por algumas semanas, frequentemente entre 4 e 8 semanas, conforme a técnica utilizada e a evolução individual.

O modelo deve oferecer sustentação adequada, sem provocar compressão excessiva ou pressão sobre as incisões.

O tempo e a frequência de uso são definidos conforme as orientações médicas.

É necessário realizar drenagem linfática após a mamoplastia de aumento?

A drenagem linfática não é obrigatória em todos os casos.

Quando indicada, pode ser utilizada como medida complementar para auxiliar no manejo do edema e proporcionar maior conforto durante a recuperação.

Deve ser realizada por um profissional capacitado, respeitando o período de cicatrização e evitando pressão excessiva sobre as mamas.

O início e a frequência das sessões são individualizados.

Quanto tempo demora para ver o resultado definitivo?

Embora o aumento do volume seja perceptível imediatamente após a cirurgia, o formato inicial das mamas ainda sofre influência do inchaço e da tensão dos tecidos.

Nos primeiros meses, as próteses passam por um processo de acomodação, enquanto o edema diminui e a pele se adapta ao novo volume.

O resultado torna-se progressivamente mais natural, sendo geralmente avaliado de forma mais completa entre 6 e 12 meses após a cirurgia.

A prótese de silicone precisa ser trocada a cada 10 anos?

Não existe uma regra que determine a troca obrigatória dos implantes a cada 10 anos.

Entretanto, as próteses de silicone não são dispositivos vitalícios e podem necessitar de substituição ou retirada ao longo da vida.

A necessidade de uma nova cirurgia depende de fatores como ruptura, contratura capsular, alterações do posicionamento, mudanças nas mamas ou desejo da paciente.

Por isso, o acompanhamento periódico é importante mesmo quando não existem sintomas.

É necessário realizar exames para acompanhar as próteses?

Sim. O acompanhamento das próteses faz parte dos cuidados a longo prazo.

A avaliação pode incluir exame clínico e exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, conforme a idade do implante, as características individuais e a presença de sintomas.

Esses exames permitem investigar alterações como ruptura, que pode ocorrer sem provocar sintomas evidentes.

O acompanhamento das próteses não substitui os exames habituais de rastreamento do câncer de mama, que devem continuar conforme as recomendações para cada paciente.

O que é contratura capsular?

Após a inclusão de uma prótese, o organismo forma naturalmente uma fina cápsula de tecido cicatricial ao redor do implante.

Em algumas pacientes, essa cápsula pode se tornar excessivamente espessa ou contrair, provocando endurecimento, alteração do formato das mamas e, em casos mais avançados, dor.

Essa condição é conhecida como contratura capsular.

Sua ocorrência depende de diferentes fatores, e o tratamento varia conforme a intensidade das alterações. Em determinados casos, pode ser necessária uma nova cirurgia.

O que é a chamada “doença do silicone”? Existe comprovação científica?

O termo doença do silicone, também conhecido como Breast Implant Illness (BII), é utilizado para descrever um conjunto de sintomas gerais relatados por algumas pacientes com implantes mamários.

Entre os sintomas mencionados estão cansaço persistente, dores musculares e articulares, alterações de memória e concentração, queda de cabelo e outros sintomas inespecíficos.

Até o momento, não existe comprovação científica de uma relação causal clara entre os implantes mamários e esse conjunto de sintomas. As evidências disponíveis ainda apresentam limitações, e não existem critérios diagnósticos específicos ou exames capazes de confirmar a chamada doença do silicone.

Algumas pacientes relatam melhora após a retirada das próteses, mas isso não estabelece, isoladamente, que os implantes sejam a causa dos sintomas.

Essas queixas devem ser acolhidas e investigadas individualmente, considerando também outras possíveis condições clínicas.

O que é BIA-ALCL? Existe relação com as próteses de silicone?

O BIA-ALCL (linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários) é um tipo raro de linfoma que pode surgir nos tecidos que envolvem a prótese.

Não se trata de câncer de mama, mas de uma doença do sistema linfático.

Sua ocorrência está principalmente associada a implantes de superfície texturizada, especialmente aqueles com macrotexturização, que apresentam maior risco e cujo uso deixou de ser recomendado por consensos científicos atuais.

O risco é considerado baixo, mas a condição exige atenção. Os principais sinais incluem aumento persistente ou tardio do volume de uma mama, acúmulo de líquido ao redor da prótese, nódulos ou dor, especialmente anos após a cirurgia.

A escolha dos implantes considera as evidências de segurança disponíveis, e o acompanhamento médico é importante para identificar possíveis alterações.

A prótese de silicone aumenta o risco de câncer de mama?

As evidências disponíveis não demonstram que os implantes de silicone aumentem o risco de desenvolver os tipos habituais de câncer de mama.

Entretanto, existem doenças raras associadas à cápsula que envolve os implantes, como o BIA-ALCL, que são diferentes do câncer mamário convencional.

Pacientes com próteses devem continuar realizando o acompanhamento e os exames de rastreamento indicados para sua faixa etária e histórico clínico.

É possível amamentar após a mamoplastia de aumento?

Sim. Muitas mulheres conseguem amamentar normalmente após a inclusão de próteses mamárias.

Entretanto, a capacidade de amamentação depende de diferentes fatores, incluindo a anatomia individual, a técnica cirúrgica e a produção de leite.

Embora a mamoplastia de aumento geralmente preserve grande parte das estruturas mamárias, não é possível garantir que a amamentação será mantida em todos os casos.

A sensibilidade das mamas pode mudar após a cirurgia?

Sim. Alterações temporárias de sensibilidade, como dormência, formigamento ou sensibilidade aumentada, podem ocorrer após a cirurgia, especialmente na região das aréolas e dos mamilos.

Essas alterações estão relacionadas à manipulação dos tecidos e ao processo de cicatrização.

A recuperação costuma ser gradual, podendo levar vários meses. Em alguns casos, alterações de sensibilidade podem persistir permanentemente.

Quais são as possíveis complicações da mamoplastia de aumento?

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a mamoplastia de aumento apresenta riscos.

Entre as possíveis complicações estão hematomas, seromas, infecção, alterações de sensibilidade, assimetrias, deslocamento ou rotação dos implantes, contratura capsular e ruptura das próteses.

Também existem riscos relacionados à anestesia e à formação de cicatrizes desfavoráveis.

Embora incomuns, doenças associadas aos implantes, como o BIA-ALCL, também devem ser consideradas e discutidas durante o planejamento.

A avaliação pré-operatória, a escolha adequada dos implantes e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir riscos e identificar precocemente possíveis alterações.

A mamoplastia de aumento pode ser associada a outras cirurgias?

Sim. A mamoplastia de aumento pode ser associada a procedimentos como mastopexia, lipoaspiração ou abdominoplastia, em pacientes selecionadas.

A possibilidade de associação depende da extensão dos procedimentos, das condições clínicas e do tempo cirúrgico previsto.

O planejamento deve priorizar a segurança e a recuperação adequada da paciente.

Possíveis posicionamentos ilustrativos das cicatrizes na mamoplastia de aumento.
Imagem ilustrativa. Possíveis posicionamentos ilustrativos das cicatrizes na mamoplastia de aumento. O planejamento e os resultados variam conforme cada paciente.

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